Lançamento Desperta Cremesp

Lançamento Desperta Cremesp

O lançamento da Chapa 1 Desperta Cremesp #OusadiaParaMudar para as eleições do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) que acontecerá em agosto aconteceu na Unibes Cultural. O grupo nasceu da dissidência de cinco dos atuais 40 conselheiros do Cremesp, entre eles o ex-presidente Mauro Aranha e os infectologistas Marcos Boulos e Caio Rosenthal.

A chapa, composta por 40 médicos, quer renovar em 90% o atual quadro de conselheiros, com ampla participação de médicos jovens e de mulheres. Entre as propostas do grupo está a formação de uma diretoria composta 50% por mulheres. Apesar das médicas representarem cerca de metade dos profissionais do Estado, a atual gestão conta com apenas 15% de mulheres na direção da instituição.

“Buscamos a inclusão igualitária das médicas e médicos do Estado de São Paulo, em especial os mais jovens. Combateremos a violência institucional nos serviços de saúde como o racismo, machismo e LGBTfobia. Queremos renovar e modernizar a gestão da instituição”, destaca Reinaldo Ayer, um dos atuais conselheiros do Cremesp, que junto com Eduardo Bin integra os cinco dissidentes da atual gestão.

 

O programa de propostas é resultado de trabalho de meses de um grupo de médicos de diversos segmentos do setor, entre eles profissionais da saúde pública, suplementar, gestores de saúde, professores universitários, gestores de saúde, além de representantes de movimentos sociais, residentes e estudantes de medicina, mestrandos e doutorandos.

Entre as bandeiras está a ampliação da representatividade do Cremesp na sociedade. Os profissionais querem que a instituição esteja presente e atuante em questões fundamentais como a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecimento de políticas de atenção primária, além da defesa de melhores condições de trabalho aos médicos, o que impactaria diretamente no atendimento à população. A preocupação com a formação médica também está presente no plano. “Precisamos incentivar projetos que visem uma formação médica ética, crítica e reflexiva, voltada às reais necessidades da população. Apoiamos projetos de avaliação das escolas médicas que possibilitem identificar inovações e aspectos a serem melhorados em cada instituição”, destaca Roberto Padilha, mestre em Saúde Pública e ex-diretor da Faculdade de Medicina de Marília (Famema).

O nosso programa é abrangente e comprometido com a recuperação da representatividade do médico junto as questões da sociedade. Defendemos a boa prática da medicina e de uma atuação mais consistente do conselho. É preciso que o conselho seja plural e represente as reais necessidades do setor”, afirma o médico infectologista Marcos Boulos.

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